Mais devaneios…

 
Será que alguém se preocupa com o que fazemos durante a nossa vida? Podemos passar anos a viver para os outros porque é assim que nos sentimos bem, mas chegamos a um ponto onde merecíamos algo em troca…
Ninguém se preocupa em ajudar uma velhinha a atravessar a estrada porque a única coisa que vai receber é um “Obrigado” ou coisa parecida… Ora, de “Obrigados” tá a vida cheia… Ajudar amigos tem que ser muito bem pensado… Até porque a definição de “Amigo” é muito relativa… Não é a primeira nem será a última que um mero “conhecido” vem falar connosco em jeito de “amigo” para pedir ajuda numa coisa qualquer… Pois bem, podemos sempre ajudar… Não vale a pena é esperar a mesma atitude se os papéis se inverterem… Até nos podemos enganar, mas o mais certo é voltarmos ao estatuto de “conhecidos” depois da ajuda dada.
Levando isto para o campo particular…
Já ajudaste um velhote a atravessar a rua? Eu sim. E só me arrependo de ter demorado tanto tempo para ter uma atitude dessas…
Alguma vez ajudaste “conhecidos”? Eu sim.
E deixar de fazer alguma coisa importante para ajudar um Amigo? Eu sim, porque não? Amigo é Amigo!
Acordar a meio da noite com um telefonema de um Amigo a pedir ajuda por causa de um acidente de carro? Eu sim… Vou até lá, não para resolver o que quer que seja, mas para o tentar acalmar e, acima de tudo, para não o deixar sozinho.
É tudo muito bonito mas se a única coisa que queremos é falar com alguém? Não há ninguém? Pois… Contam-se pelos dedos de uma só mão as pessoas que se lembram de perguntar como estamos, sem ser com a banal convicção de um “Olá, como estás?”… Será que é preciso ir a correr feito desesperado atrás de alguém que nos dispense um pouco de atenção?
Alguém quer saber se dormimos bem? Os Amigos sim… Mas não são os Amigos que nos arranjam problemas… Mas acabam por ser eles a levar com tudo em cima mesmo sem saberem porquê e a dar uma ajuda…
Quanto ao resto…
Se gritamos, pensam que estamos malucos. Se guardamos tudo dentro de nós acabamos por rebentar e dizer, escrever ou mesmo cantar tudo o que nos vai na cabeça e vamos acabar por ser acusados de ter atitudes estúpidas, agressivas e sem nexo…
É… Não se preocupem com o que eu digo ou escrevo…. Preocupem-se com o que eu sinto! Poupem-me certas e determinadas coisas…
Isto se alguém quiser realmente preocupar-se… Anyone?
Já agora… Como é o meu nome?
POST SUMMARY
Date posted: Monday, September 4th, 2006 10:10 pm | Under category: Lamechices
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16 Comments

  1. Someone said »

    A pergunta correcta, não é como te chamas, mas se sabem realmente quem tu és. Um nome, é um nome, qualquer um o pode saber, mas nem todos te podem conhecer. Dá-te a quem te quer receber, e recebe, de quem te quer realmente dar.

  2. Su said »

    Começo pelo título. “Mais devaneios…”. Quando vejo ali as reticências, parece-me que denoto pouco à vontade com tal expressão. Um devaneio é uma forma de te exprimires e onde podes ser o mais livre que quiseres, autêntico, espontâneo. E sim, realmente costumas sê-lo sempre, como te ordena a alma num qualquer momento de loucura.
    Achas que é injusto dares sem receber? Eu também, mas não é por isso que o deixo de fazer. E sei que também não vais deixar de dar ou oferecer a tua ajuda só porque aquele que a recebe nem se preocupa com o que possas sentir, ou não… É triste, e tu próprio o dizes, mas não deixa de ser verdade…
    Eu ajudo diariamente pessoas que não conheço. Se vejo uma senhora de idade a tropeçar, vou imediatamente ajudá-la, nem me consigo rir; se vir que alguém deixa cair algo ao chão, apanho o objecto e devolvo-o à pessoa, sem pensar; se ouvir alguém à minha frente a pedir informações sobre o que quer que seja, tento ajudar no que for preciso, e assim sucessivamente. E é claro que não estou à espera que me retribuam de alguma forma… Se vejo respeito e aceitação, fico feliz, acredita que sorrio e sinto-me bem o resto do dia.
    Mas se por acaso se trata de alguém mais próximo, um amigo íntimo, que te pede ajuda, tu ajudas, eu ajudo, ambos somos provas disso. És meu amigo, eu ajudo-te e tenho-te ajudado nesta fase menos boa e eu já perdi a conta das vezes que me “ajudaste”, a vários níveis, e agradeço-te por isso estando do teu lado e compensando-te das maneiras que consigo e arranjo…
    Está bem que ninguém é perfeito, mas também ninguém busca a perfeição, apenas a gratidão e compreensão de que precisamos para mantermos a sanidade mental num patamar razoável… E escusado será dizer que prefiro gritar e ser levada como maluca do que guardar tudo cá dentro, apesar de, por vezes, as coisas não se passarem bem assim…
    E preocupo-me com o que tu sentes sim, mas preocupo-me mais em saber se há mais pessoas assim como eu, e que tu necessitas que isso aconteça.
    O teu nome é André e és meu amigo. Chega-me. @*

  3. Ghost said »

    Bem eu por muito que escreva não consigo bater o conteúdo que a Su deixou aqui…

    Acho que é bom preocupares-te em quereres ajudar os outros, e olha eu já não ajudo velhinhas a atravessar a rua, mas isso é porque em Lisboa se te chegares ao pé duma elas pensam que és um violador, sacam do revolver e bang bang! :P

    Anyway eu preocupo-me contigo, tu és o meu mate, és o andré da frente, o companheiro a comer 1kg de chocolates nos primeiros 5 minutos do excelente jogo WORMS, o companheiro na história do magoo ou o gajo que falou sobre mim durante meia hora num video dos meus anos lol…

    Tu és o André “Mad” Matos, um dos street fockers :P e não falo só por mim mas tb pelos outros 2 fockers nós preocupamo-nos :P

  4. Fi said »

    Confesso que se alguém se espalhar à minha frente eu parto-me a rir, mas isso deriva apenas da minha irremediável apetência para rir nas piores alturas. Mas sei que não me vou rir das tuas mágoas. Isso faremos juntos daqui a uns anos. Até lá, tens toda a calma que o meu colo te puder dar. E mesmo que os meus dias presentes sejam a algazarra que tão bem sabes, tenho saudades de te fazer bem. E do bem que me fazes. *

  5. Rain said »

    Eu tenho a confessar que também me rio sempre que alguém se espalha (inclusivamente se falhar uma cadeira e coisas do género). Não acho que isso desajude, quando eu caio da cadeira (e não são assim tão poucas as vezes), não me consigo levantar por estar a rir de mim própria.

    Acho que toda a gente se preocupa, uns mais e outros menos porque toda a gente tem a tendência para falar de si e não ouvir os outros. É normal, quando comentamos, analisamos a situação ao nosso nível e falamos disso mesmo e não do que quer que estejas a tentar desabafar. Hoje em dia ou se grita directamente o que se tem a dizer ou arrisca-se a que nunca lhe perguntem, o pessoal já tem tanto com que se preocupar!

    Eu oiço… quando me pedem para ouvir.

  6. Ritinha said »

    No fundo acho que todos somos um pouco assim: damos sempre mais do que recebemos, a determinadas pessoas ou situações, mas eu não vejo qualquer incómodo nisso! Já pensaste no que seria se déssemos sempre na mesma quantidade do que recebemos?
    Vamos aprendendo a gerir o que damos e recebemos com as muralhas que os outros nos impõem…
    Eu procuro os amigos quando preciso… em momentos bons ou maus [isso agr!]… mas procuro-os, não fico à espera que sejam eles que venham ter comigo! Neste pedaço de mundo andamos todos demasiado aturdidos com os nossos próprios problemas. Como já alguém disse: “Acho que toda a gente se preocupa, uns mais e outros menos porque toda a gente tem a tendência para falar de si e não ouvir os outros.”
    Enfim és o André…
    aquele rapazinho que com a máquina fotográfica nas mãos não pára quieto…
    aquele que está sempre lá, para ajudar quem precisa com um sorriso tímido de quem teme pelo que dá =)

    Bjufas*

  7. Ghost said »

    Não querendo começar por aqui a dizer mal ou bem,

    “(… ) aquele rapazinho que com a máquina fotográfica nas mãos não pára quieto… (…)”
    - Ritinha

    Errrr….. oh André, tu quando estás connosco mal agarras na máquina fotográfica e muito menos “não paras quietos” … e eu a pensar que eu é que era o fotografo lol…

    Enfim..as minhas desculpas por esta interjeição sem jeito, mas achei importante dizer isto!

    (este tá lançado para ir para o top 10 dos + comentados)

  8. Su said »

    Então se está lançado, vamos encaminhá-lo!
    Está bem que se não for um comentário fundamentado em algo firme, mais vale estar quieta neste meu sítio de sempre, num cantinho ao fundo da sala (onde mais gosto de estar, observando quem vive e se mexe).
    E aqui estou eu, a ouvir o nosso eterno senhor da guitarra portuguesa, Carlos Paredes, com uma música que gosto particularmente, “Contrastes”. Aplica-se bem a todo este assunto que tratamos aqui no blog do André Zé Boné Chulé Rapé, certo? Certo :D Então vamos todos parar um bocadinho neste nosso frenesim rotineiro e pensar naquilo que nos faz realmente mover e seguir esse caminho, enfim. @*

  9. Rain said »

    “André Zé Boné Chulé Rapé”

  10. Rain said »

    Hum, acho q tive ali um corte de comentário.. será que foi um bug??? Eu repito:

    “André Zé Boné Chulé Rapé” entrou definitivamente para o meu top 10!

  11. Joana R. said »

    André Matos!

  12. Mad Max said »

    E pronto…

    Este post vai mesmo para primeiro lugar dos mais comentados, ainda que empatado com um dos melhores textos (em jeito de modesta auto-crítica e algo de campanha publicitária ;) ) que escrevi neste blog (posso dizer que está quase a fazer um ano desde que o escrevi, embora só o tenha publicado 5 ou 6 meses depois).

    Voltando ao que interessa, e que é mesmo este post: dá-me um certo gozo que tenha sido atirado para o top pelos comentários de amigos:

    Olhando para as pessoas que aqui deixaram algo, não deixa de ser irónico que a primeira tenha sido a pessoa que mais se pôde queixar das minhas atitudes em relação a ela… Já lá vão uns anos… Seja como for, agora consegue ser das pessoas que mais me tem ouvido… Obrigado por tudo e também pelas tuas palavrinhas ;) * *

    Depois vem a Su…
    Eu já não sei o que te dizer (ou escrever) porque acho que já não preciso de te dizer nada… Vou aproveitar uma frase tua que com as devidas alterações fica:
    “És minha amiga, eu ajudo-te e tenho-te ajudado nesta fase menos boa e eu já perdi a conta das vezes que me “ajudaste”, a vários níveis, e agradeço-te por isso estando do teu lado e compensando-te das maneiras que consigo e arranjo…”
    Guess you’ll understand :P *@
    (PS: André Zé Boné Chulé Rapé?? Mas que rico “contraste”…)

    Para o Ghost, tenho aqui aquele abraço seguido de um murro falhado no ombro com desvio certeiro para os queixos… Pois… Mas foi sem querer…
    Para ti, que tens paciência para me aturar quando querias estudar e eu só fazia (desculpem a expressão) merda… Anyway, Magoo rules big time… E só desse episódio até agora vão 7 anos (dass); se ainda não enjoaste, acho que já não consegues :D
    Um abraço mate! [][]

    Oh Fi, achas bem rir dum desgraçado que se espalhou? Não fica nada bem…
    Anyway, podes rir das minhas mágoas… Acho que já só as enfrento a rir… Mas pronto… Vem aí a semana do caloiro… Lá vamos nós segurar as paredes, apanhar frio pa caraças e contar as nossas (tristes?) histórias um ao outro.. Porque na rua está-se muito melhor do que dentro do recinto, não é? Venha lá esse colo!
    *kiss*

    Para esta agora… Não sei bem o que escrever… Conheces-me há tanto tempo como eu (ok, talvez menos umas horas), portanto basta eu fazer uma cara qualquer que já sabes o que eu penso… Deve ser por seres minha irmã…
    Concordo até certo ponto com o que escreveste… Mas deve ser por eu pensar quase sempre mais nos outros do que em mim… Eu aguento tudo! Mas mesmo que não aguente, o pormenor é que ninguém dá por isso. Devia ser actor, eu :D
    Seja como for, nunca me lembro de te ver cair duma cadeira abaixo… Mas lembro-me de ter levado uns tabefes por um candeeiro que TU partiste… Estes traumas de infância ficam para sempre! Não tá certo :)
    (PS: Não é bug, mas é algo que não percebi… Ao cuidado da gerência!)
    *

    Pois Rita… Mas no texto eu separei (ou tentei separar) o caso em duas ‘entidades’ diferentes: os amigos e os outros. Se para os outros dou menos, é óbvio que pouco ou nada espero; mas se vier algo, melhor! Para os amigos, eu só não dou tudo se não puder; mas aqui dói quando nada temos de volta. É impossível gerir algo que não tem retorno; mais tarde ou mais cedo, chega ao fim… Depois acabamos sempre na dúvida: amigos ou outra coisa qualquer?
    Posso ser um bocado extremista na maneira como coloco as coisas, mas se os meus amigos têm a importância que têm (e eles sabem bem quão importantes são), não acho nada forçado esperar alguma coisa deles.
    Sou tão eu…
    Aquele *mUaH* que nunca muda apesar de tudo :)

    Oh menina Joana… Tu supreendeste-me (twice!)… Não fazia ideia que lias o meu diário semanal que sai de mês a mês, semestre sim, semestre não… E como é que sabes o meu apelido? Deve ser pela mesma razão que eu sei o teu… Mas também é coisa que não me lembro agora ;)
    Um beijo menina ;)

    Um OBRIGADO a todos :’)

    André

  13. Aurora said »

    Isto de passar uns tempos sem vida (nem net) implica que o comentário chega tarde, mas “mais vale tarde que nunca”, espero…
    Antigamente, eras o irmão da Inês, depois passaste a ser o irmão da minha melhor amiga, depois eras um dos Andrés, entretanto foste pombo-correio entre Reykjavík e Madrid, e agora… Agora és o André, alguém que não é bem um amigo mas também não é só um conhecido… talvez sejas um conhecido especial… Alguém que vejo de quando em quando, cujo sentido de humor eu já conhecia e apreciava (mesmo que não te rias de pessoas a cair de cadeiras) e de que “desconfiava” algumas facetas que se foram revelando neste blog… Talvez sejas um conhecido, mas és um conhecido de longa data, que apesar de tudo sabe bem apreciar os amigos e as outras coisas boas da vida. Chega? Acho que sim. ;)

  14. balhau said »

    Atão man! Olha eu não sei bem como te chamas! Mas sei que sabes trabalhar com computadores e disserem-me que eras um tipo fixe! Não me queres instalar o linux na minha máquina de lavar a roupa!? Depois eu posso-te dar um copo de água como agradecimento!? Olha e aproveita vai dando notícias, podes dar quantas queiras porque vão todas para uma lista especial! A lista de SPAM! Mas acredita que curto muito a tua maneira de ser…

  15. Ganondorf said »

    Meu, eu não te conheço mas já li 2 tópicos teus e digo-te: ÉS GENIAL! Adoraria poder conversar contigo pelo msn, ou apenas por email. Acredita que és um verdadeiro génio e que merecias ser reconhecido… Nesses dois tópicos falaste de coisas que eu também penso. Mas sabes fazer algo bem que eu não lol, que é estruturar as ideias.
    Considero-te um ídolo lol. Parabéns pelos textos.

  16. Carmensita!!! said »

    Bem ! Só podes ser tu!!!
    Lol…As tuas palavras denunciam te…
    lol…Beijo
    Como é que eu me chamo?

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