O fenómeno do não olhar para tentar ver…
Tal como alguns já repararam, ando com um braço ao peito fruto duma intervenção cirúrgica ao ombro direito. Como tal, é com um aspecto algo curioso que ando a passear por aí (quando me apetece sair de casa): uma pendureza a suportar o braço e uma cinta enrolada à volta do tronco para imobilizar o mesmo… Claro que uma coisa destas colocada por cima da roupa do dia-a-dia chama a atenção de quase toda a gente. Não me faz diferença que olhem porque me estou marimbando, mas não posso deixar de reparar no fenómeno que é saber que as pessoas estão a olhar para mim mas assim que eu olho para elas, desviam o olhar como se estivessem a olhar para qualquer coisa que esteja atrás de mim.
Tem a sua piada!
Só as crianças é que fixam o olhar e não vacilam nem um milímetro (pelo menos até os pais dizerem para pararem de olhar)! O chato é que depois os pais tentam ver, mas sempre sem olhar… O que é complicado de fazer, obviamente.
Isto do querer ver sem olhar não é nada fácil de conseguir… Quem nunca passou por uma situação semelhante?
Estamos é sempre habituados a tentar ver (sempre sem olhar, claro está) e nunca habituados a sermos ohados (que vistos não é tão linear como anteriormente expliquei).
Assim sendo, dou-vos uma dica: quando quiserem ver algo… Olhem, não desviem o olhar e vejam! Senão são apanhados antes sequer de terem tido tempo de dizerem ao vosso cérebro para ver.
Vocês façam o que entenderem, mas que me dá gozo apanhar o pessoal, lá isso dá ![]()
Date posted: Sunday, August 23rd, 2009 11:03 pm | Under category: Lamechices
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Acho que devias era começar a dizer isso às pessoas que apanhas na rua a olhar para ti.
“Olhe lá, não sabe que é feio fazer de conta que não está a olhar? Olhe
à vontade que não me importo”
Acho que outra maneira de resolveres a questão é teres algo escrito na pendureza (é o
nome daquilo? belo..lol) do estilo “Parabéns acabou de perder 10 segundos a ler
isto”
Um abraço e as continuações de melhoras!
‘tás a ficar paranóico.
Acho que vou partir um braço só para me sentir observado…

E por acaso, nunca fizeste o mesmo? Quantas vezes olhaste para aquela brasa, ao lado do dito-cujo, mas fingiste que não estavas a ver? Pois é, só “dói” quando nos toca!
No teu lugar, queixar-me -ia às autoridades respectivas, pois és “um homem batido”! Pede indemnização!