Também sou ignorante…

… a diferença é que eu admito (senhores políticos/inúteis, tirem umas lições aqui do eu).

Ora andava o eu a arranjar coisas para ler (época de exames é fértil em arranjar ocupação para os tempos que deveriam ser usados para estudar, mas adiante), e encalhei numa certa notícia onde se divulga a lista provisória de inscritos para o Campeonato do Mundo de 125cc de 2010.

E qual é o meu espanto quando reparo na ‘montada’ dos concorrentes número 39 e número 72:

LAMBRETTA REPARTO CORSE; LAMBRETTA

Eh pah…

Então não é que sempre pensei que “lambreta” fosse uma designação para qualquer Casal ou Famel manhosa tal como aparece em qualquer dicionário da Língua Portuguesa:

lambreta s. f.

Veículo de duas rodas, accionado! por um pequeno motor de explosão, de forma análoga à motocicleta, mas provido de um assento em lugar de selim de montar, e com rodas de menor diâmetro. = acelera, motoreta, vespa

e afinal parece que existiu mesmo (e parece que já existe outra vez) uma marca com esse nome.

Claro que depois duma busca pela Wikipedia, se aprende mais qualquer coisinha…

Também não é de estranhar a falta de informação em coisas deste tipo dada a capacidade dos portugueses absorverem/criarem palavras para as mais determinadas coisas e/ou situações, como por exemplo:

- roscofe: (escrito como se diz), que se utiliza sempre que algo é de fraca qualidade, e que ‘por acaso’ deriva do nome de um fabricante de relógios: Roskopf;

- desenrascanço: palavrinha/termo/arte que não se consegue traduzir para mais língua nenhuma como se prova por aqui (adoro a explicação dos senhores para essa grande arte do desenrasca).

Bem, já aprendi mais nos 10 minutos em que estive a escrever isto do que muita gente numa tarde inteira a tentar estudar…

“Fui ao baile da paróquia por alturas do São Pedro
Levei a minha lambreta e o meu velho blusão negro”

(Carlos Tê/Rui Veloso)

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