Lembram-se?

Ao final de uns belos dias sem nada escrever (para aqui, pelo menos), dei por mim num dia diferente…
Dia diferente mas só em pensamento… Lembrei-me de tantas coisas que já passaram, algumas tenho saudades, outras nem por isso… Deve ser a isto que se chama recordar.
Não sei por que raio aconteceu, só sei que não foi mau de todo.
E nisto lembrei-me de procurar semelhanças do então até ao que me preenche a vida nos dias de hoje… É giro ver que não muda assim tanto; e numa série de situações só muda mesmo o tempo…
Mas é claro que há sempre coisas que mudam; tanta coisa poderia ter sido diferente… Coisinhas simples sem complicações que acabaram por ser uma desgraça total! Hoje rio-me, mas até tremo ao pensar se me apanho outra vez em algumas situações… Embora seja precisa uma certa dose de burrice, acho que não é assim tão dificil meter os pés pelas mãos. Se quando tudo nos parece fácil e sem problemas nenhuns as coisas acabam por não bater certo, ficamos com a ideia de que se escolhermos opções mais complicadas e com poucas probabilidades de sucesso (seja lá o que isso for), mesmo que corram mal, não nos vai fazer tanta confusão. Será?
É a vida…
Mas é com os pontapés e quedas que damos que aprendemos, não é verdade? Pois, eu sou apologista dessa opinião, porque certas coisas, só me fazem uma vez lol
Mas no meio disto tudo, há outras coisinhas aqui ou ali que me deixam a pensar o contrário. Abram os olhos, digo eu!
Mas porque é que me preocupo? Não é nada comigo…
Deve ser porque ao recordar tantas coisas, me sinto bastante bem!

“There are places I remember
All my life, though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places had their moments
With lovers and friends
I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I’ve loved them all…”

(John Lennon)

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Aqui ou ali…

Este post aponta para um ou outro leitor que eu cá sei… Espero que vos dê que pensar!

Hoje, em ocasiões distintas, ouvi pessoas queixarem-se do facto de estarem longe de outras e dos problemas desencadeados por tal situação. Não me espanta que usem a ‘distância’ como explicação para uma série de desencontros, mas faz-me uma certa confusão… Por um lado até se pode dar razão, mas por outro cheira sempre a desculpa esfarrapada.
Num país (que muitos consideram atrasado) onde se pode ir de Lisboa ao Porto em menos de 3 horas, num país onde há estradas (boas e más) por e para todo o lado…
Sinceramente…
Há umas centenas de anos, uns senhores enfiaram-se numas cascas de madeira e chegaram à Índia, Brasil, etc, etc… Com a desvantagem de não saberem muito bem o que iriam encontrar pela frente.
Pergunto-me se não terá razão o Sr. António Variações quando diz que “a culpa é da vontade”
Posto isto, posso estar a ser um bocado radical, mas gaita… A distância já não é desculpa para muita coisa.

E como este post tem ‘endereço’ até vos deixo uma letra completa…
Um luxo, portanto!

“Eu ando assim
Ando atrás de ti
Acordo assim
Na estrada em que vou
E a cada passo
Sei saber melhor
O que vejo…

Melhor não há
Do que a condição
De querer sonhar
E esta paixão…
E eu gosto e posso…

Reparo sim
Estou a ser feliz
E vem a mim
O que eu sempre quis
Está muito bem
Andar por aqui
É tanto…

       
E amanhã
Só vai ser melhor
Ficar também
Só com o amor
E eu gosto e posso…

Melhor não há
Que a condição
De querer sonhar
E esta paixão…
Eu gosto e posso…

Estou aqui onde eu sei
Sei como venho
E sempre vim
Caminhando até ti…
Chego sempre a fugir
Cheguei agora
E vim aqui…

Caminhando até ti…”

(Pedro Ayres Magalhães)

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