Gritos mudos…

 
Tomei a liberdade de roubar este título aos Xutos (espero que não me processem) porque hoje apetece-me gritar… Mas não o faço… E porquê? Não sei, talvez por ser diferente.
Assim como não tenho um penteado da moda, assim como não visto roupa da moda (isto de querermos andar confortáveis tem as suas desvantagens; fashion nunca havemos de ser… too bad!), assim como raramente ando de óculos escuros, assim como detesto discotecas (és de que planeta pá?), assim como prefiro ficar em casa em vez de ir morrer estúpido para um café, assim como não gosto de ouvir música alto (parecendo que não, a ideia é eu ouvir; não os “vizinhos”), assim como prefiro ficar a conversar com alguém fora do recinto nas noites académicas em vez de ir para a confusão e andar aos saltos, assim como perco tempo com coisas que ninguém dá valor, assim como sou o “bombeiro” de serviço para tudo e mais alguma coisa, assim como penso primeiro em toda a gente e só depois em mim próprio, assim como não mudo para ter o que quero… Assim como sou eu mesmo.
Resumindo…
Se me ouvirem gritar, é porque deixei de ser eu…

E depois?

 
“Maybe you’ll get a replacement
There’s plenty like me to be found
Mongrels who ain’t got a penny
Sniffing for tidbits like you on the ground”

(Bernie Taupin)
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Parar o tempo…

 
Às vezes gostava de poder parar o tempo… Gozar um pouco do espaço sem o tempo para me perseguir…
Não seria bom deambular pela rua e ver tudo parado, ver o mundo estático e apreciar as pequenas coisas,
  Clocks
desde uma folha suspensa no ar acabada de cair duma árvore aos carros parados na estrada mesmo com um semáforo verde, passando pela bola que teima em não cair quando os miúdos ficam parados a olhar para ela. É quase como uma fotografia a três dimensões… Passear pelo meio dum mercado sem ouvir um ruído que fosse…
Mas se isso não é possível, porque não ignorar o tempo?
Seria bom, mas ao mesmo tempo, estranho… Acabavam-se as pressas; e com a pressa desaparecia uma parte dos problemas do dia-a-dia comum a todas as pessoas…
Tudo o que não fazíamos por “falta de tempo” passaria a ser uma realidade?
O tempo… Tudo é culpa do tempo, ou da falta do mesmo…
Eu acho que nós é que fazemos o tempo…
Pensem que se não tivessem relógios (ou telemóveis ou outra merda qualquer que nos passe a vida a lembrar os limites que na realidade não sei se existem) os dias não deixavam de ter 24horas, mas ninguém iria ter noção disso e passavam a ser “aproveitados até não poder mais”.
Seria assim?
Acho que é algo que nunca iremos ter tempo para descobrir…
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Separados à nascença…

 
Pois bem… Também me pus a brincar com esta coisa do MyHeritage, e eis que me sai algo como isto:
 
Me & Barker Me & Barker 2
 
Bem, esta foi uma das opções que o site deu… Experimentei 3 ou 4 fotos e foram estas as que achei mais piada.
Outras personagens que apareceram foram desde um Backstreet Boy, Howie Dorough, até ao Danny Glover, passando pelo Chuck Norris…
Assim sendo, acho que entendem a minha escolha pelo Travis Barker (fica o link para a biografia do senhor. Vejam também as fotos lol)…

Ao menos é músico e gosta de carros!

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Mais devaneios…

 
Será que alguém se preocupa com o que fazemos durante a nossa vida? Podemos passar anos a viver para os outros porque é assim que nos sentimos bem, mas chegamos a um ponto onde merecíamos algo em troca…
Ninguém se preocupa em ajudar uma velhinha a atravessar a estrada porque a única coisa que vai receber é um “Obrigado” ou coisa parecida… Ora, de “Obrigados” tá a vida cheia… Ajudar amigos tem que ser muito bem pensado… Até porque a definição de “Amigo” é muito relativa… Não é a primeira nem será a última que um mero “conhecido” vem falar connosco em jeito de “amigo” para pedir ajuda numa coisa qualquer… Pois bem, podemos sempre ajudar… Não vale a pena é esperar a mesma atitude se os papéis se inverterem… Até nos podemos enganar, mas o mais certo é voltarmos ao estatuto de “conhecidos” depois da ajuda dada.
Levando isto para o campo particular…
Já ajudaste um velhote a atravessar a rua? Eu sim. E só me arrependo de ter demorado tanto tempo para ter uma atitude dessas…
Alguma vez ajudaste “conhecidos”? Eu sim.
E deixar de fazer alguma coisa importante para ajudar um Amigo? Eu sim, porque não? Amigo é Amigo!
Acordar a meio da noite com um telefonema de um Amigo a pedir ajuda por causa de um acidente de carro? Eu sim… Vou até lá, não para resolver o que quer que seja, mas para o tentar acalmar e, acima de tudo, para não o deixar sozinho.
É tudo muito bonito mas se a única coisa que queremos é falar com alguém? Não há ninguém? Pois… Contam-se pelos dedos de uma só mão as pessoas que se lembram de perguntar como estamos, sem ser com a banal convicção de um “Olá, como estás?”… Será que é preciso ir a correr feito desesperado atrás de alguém que nos dispense um pouco de atenção?
Alguém quer saber se dormimos bem? Os Amigos sim… Mas não são os Amigos que nos arranjam problemas… Mas acabam por ser eles a levar com tudo em cima mesmo sem saberem porquê e a dar uma ajuda…
Quanto ao resto…
Se gritamos, pensam que estamos malucos. Se guardamos tudo dentro de nós acabamos por rebentar e dizer, escrever ou mesmo cantar tudo o que nos vai na cabeça e vamos acabar por ser acusados de ter atitudes estúpidas, agressivas e sem nexo…
É… Não se preocupem com o que eu digo ou escrevo…. Preocupem-se com o que eu sinto! Poupem-me certas e determinadas coisas…
Isto se alguém quiser realmente preocupar-se… Anyone?
Já agora… Como é o meu nome?
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Aí de novo?

 
Quem és tu que me persegue para todo o lado? Quem és tu que teima em não me deixar sozinho quando eu preciso de um espaço para mim? Porque não me deixas em paz? Fiz-te algum mal? Não preciso que me persigas para onde quer que eu vá! Tornas-te até uma chatice… Não resolves os meus problemas e estares sempre aí não vai ajudar em nada… Podes atenuar a solidão, mas só por alguns e breves momentos. Será que só me deixas quando me deito? Não sei porquê… Mal acordo, estás ali e tenho que olhar para ti… Será que não te fartas de mim? Nada muda só por andares sempre comigo… Mesmo que queira fugir tu não percebes isso… Quando penso que escapei, lá estás tu outra vez na minha vida… Porque é que és assim? Não me peças para mudar e aceitar-te assim do nada… Deixava de ser eu próprio… Sombra, porque vives colada a mim?
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