E é assim…

Não, isto não morreu… Mas à falta de disposição junta-se a falta de ideias… E o resultado é este…
Fui passar uns dias ao norte do país com a família… Passeio engraçado embora estivesse quase sempre a chover (vá lá que quando queríamos sair do carro para ver alguma coisa mais de perto, ou chovia com menos intensidade ou parava mesmo de chover).
Foi preciso voltar a casa para tomar conhecimento das notícias típicas das alturas de férias: acidentes + mortos + feridos graves… Ora isto é que é bonito!! Aliás, notícia que é notícia tem que meter mortos e aleijadinhos (por esta ordem)… Enerva estar sempre a levar com isto em cima! Todos os anos morrem centenas de pessoas nas estradas (nacionais) portuguesas e ninguém se importa nada… Não foi o que aconteceu nesta quadra… Morreu um rapazito que era actor nos Morangos com Açúcar… Ora, se as notícias já eram um exagero, agora passaram a ser um negócio! Alguém há-de beneficiar com a morte do pobre rapaz… Todos lamentam e tal porque era alguém que aparecia todos os dias na televisão; se fosse um pai de família que voltasse do emprego e fosse atropelado numa passadeira por um bêbado (ou devo dizer alegadamente bêbado?) ninguém ia dar a menor importância… Pensem um bocadinho.
Mais bonito ainda é ouvir as ‘entidades responsaveis pelo trânsito’, vulgos GNR: “conduzam com prudência, não excedam os limites de velocidade”, etc, etc… Ora… Ide sentar-vos à sombra de um castanheiro… Se alguém se preocupasse minimamente com o que se passa nas estradas portuguesas, não mandavam um sem número de polícias à paisana para as auto-estradas, mandavam sim carros perfeitamente identificados para as estradas nacionais… Porque quem vê, tem respeito… Mas tá claro que o objectivo não é prevenir… É lucrar… Ora notem: para quê mandar não sei quantas brigadas de trânsito para uma auto-estrada sabendo que os acidentes mortais acontecem nas estradas nacionais? Para quê? Ora… Numa altura onde toda a gente anda de carro, é uma bela oportunidade para engordar os cofres do estado. Claro que um carro da GNR prefeitamente identificado parado numa berma da autoestrada não faz ninguém ter um certo respeito; mas já é claro que um bmw ou audi xpto todo quitado e perfeitamente igual aos que se vendem ao comum mortal, já impõe respeito. Passai as unhas pela consciência…
Eu ficava orgulhoso se o dinheiro das multas fosse usado em coisas úteis, como por exemplo financiar o uso de alcatrão poroso em locais onde chove muito de modo a evitar acidentes por causa do chamado aquaplaning; usar esse dinheiro para proteger os suportes dos rails para não matar (ou para quem tiver sorte, mutilar) um sem número de motards azarados (lembrem-se que nem todos são uns animais como alguns que até conhecemos…); para arranjar estradas; para construirem passagens pedonais por cima das estradas e esquecer as passadeiras em certos locais… Mas não…

Claro que isto é o meu ponto de vista, e como tal, o mais acertado…
É um bocado revoltante…
Nos tais dias que andei a passear com a família, fiz perto de 1250 km (600 km em auto-estradas ‘maizomenos’) e não vi nenhum acidente; na segunda-feira andei uns estonteantes 5 km para ir entregar um cd a um amigo meu e vi (vi mesmo…) 2 acidentes com 5 minutos de intervalo… Vá lá que ninguém se aleijou… Ah, e não foi numa auto-estrada…

Coincidência?

Chamem o que quiserem…

Policia
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A kind of magic?

 

Há dias enviaram-me um mail com uma parte de um espectáculo do David Copperfield, em que o senhor faz aquilo que melhor sabe e ao mais alto nível: Magia!
Depois de ver o que o dito senhor é capaz, lembrei-me que alguns de nós também deviam ter um certo jeito para essa coisa da magia…
Porque é que certas pessoas não desaparecem? Simples… E terrivelmente eficaz!
Mas tenho que gramar com almas que não interessam a ninguém? Porque é que não desaparecem?

Magic
 

Isto faz-me lembrar uma historiazinha que passo a contar:
Eis que um dos candidatos ao desaparecimento convida uma rapariga para sair e para terem uma ‘Noite Mágica’ juntos… E a resposta foi algo parecido com isto: “Claro que sim… Não te importas de fazer já o teu melhor truque?!”; claro que o inúti disse que não se importava nada, pois então… Depois foi cilindrado com um: “Então desaparece!!!” 8-) ora… LOL!!

Simplesmente genial!!

Com isto me despeço, pedindo também para alguns desgraçados aprenderem este truque… Mesmo sendo um bocado careta, ia fazer muita gente feliz.

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Serei deficiente?

 
Ao ler um post da concorrência (curiosamente um que muita confusão me faz; daqueles que nos deixa com uma grave sensação de não existência… mas adiante!), deparei-me com um texto que fazia alusão ao sempre clássico “ombro amigo”: aquele ombro que serve para tudo desde “ouvir” histórias inúteis até levar com um misto de baba e ranho em cima, etc, etc… Posto isto (no meu post… lol), lembrei-me que um dos meus ombros já não é o que era há uns anitos atrás; então fiquei a pensar “Será que o meu ombro ainda serve para levar com ranho em cima?”… Ora, temos duas opções:

Primeira:
Com um ombro que teima em sair do sítio, poderá ser incómodo… Tá alguém a meio do ‘confessionário’ e tau… Salta a peça e ficamos com um problema: “Ai que o confessionário se está a desfazer!” e depois nunca mais vai servir para o que quer que seja… Não porque me possa fazer doer, mas sim porque as pessoas sentem-se mal a ver ossos fora do sítio (que quem tem problemas de alma, não se rala com a mera dor física… Principalmente de outra pessoa).

Segunda:
Até pode ser melhor! Podemos não ter tempo para acabar o acto da lamechice e então arranjamos a vertente portátil: “Já tens que ir embora?” “Pois… É assim… Mas olha… Leva o ombro!” 8-)
Bem… Era genial! Um pouco doloroso, mas com um aquecimento prévio, tudo se consegue!

Claro que depois desta reflexão ‘berutale’, não sei que pensar…
Acho é que se a segunda opção for mais viável, vai andar tudo de braço ao peito para tentar ser mais útil aos que precisam.Mas a minha dúvida continua… Deficiente ou lucroficiente?
  Ombro
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